quinta-feira, 30 de outubro de 2008

NOVAS FORMAS DE LAZER

Depois da azáfama de uma longa semana de trabalho, temos de aproveitar o pouco tempo livre para nos dedicarmos a algo que gostemos de fazer e que durante a semana se torna um pouco impossível, por exemplo uma ida ao cinema, ou ao teatro.
Nas horas vagas, a esmagadora maioria dos portugueses escolhe ver televisão, em detrimento de passear ou fazer desporto.
É sabido que a televisão e o audiovisual ocupam uma percentagem muito elevada do tempo de lazer.
Uma tendência em crescimento é navegar na Internet.
Quanto às novas gerações, há menos tendência para ver televisão, mas nem por isso se larga o ecrã. Os mais jovens ocupam muito do seu tempo livre a jogar consola, navegar na Internet ou a ver filmes.

sábado, 11 de outubro de 2008

Neste espaço, apresento a minha zona, dando a conhecer a sua história e alguns locais a visitar.




Localizada na zona oriental do concelho, a freguesia da Bobadela é banhada pelos rios Tejo (a leste) e Trancão (a sul e a oeste), sendo que este último a separa das freguesias de Unhos (a oeste) e de Sacavém (a sul e sudoeste); a norte e noroeste faz fronteira com a freguesia de São João da Talha, da qual se desmembrou.
Inclui o sítio da Bobadela, e ainda os bairros da Bela Vista, da Cortiça, da Figueira, dos Fojos, da Petrogal, dos Telefones e dos Covões.

HISTÓRIA DA BOBADELA

Delimitações:
Com uma área de pouco mais de três quilómetros quadrados, a freguesia de Bobadela é uma das mais recentes deste concelho de Loures. Pertenceu até há relativamente poucos anos, como simples lugar, à freguesia de São João da Talha, saindo em 1989 para formar freguesia independente. Os seus limites administrativos são: a norte, São João da Talha; a sul e poente o rio Trancão; a nascente, o rio Tejo.

Nome da Vila:
Bobadela, diz a lenda, deve o seu nome ao facto de em tempos recuados ter existido aqui uma confraria com casas abobadadas. Segundo Pinho Leal, no entanto, o topónimo provém do nome árabe “aboar”, que significava dividir, delimitar. Outros autores têm ainda outras teorias.
Uma delas, por exemplo, diz que o nome Bobadela vem do árabe “budel”, que significava porta larga ou porta franca. Aqui passava, com efeito, o caminho mais rápido e franco para atingir Lisboa, para quem vinha do sul do País. Esta série de versões são, no entanto, concordantes num aspecto: a antiguidade do povoamento da freguesia, que podemos fazer remontar à época pré-história

Bobadela em 1500 D.C.:
Como forma de agradecimento, por ter sido Bobadela poupada à grave epidemia que assolou a região de Lisboa durante o reinado de D. Manuel I. Aliás, durante essa epidemia que se verificou na cidade, o monarca teve de fugir para esta freguesia, onde se manteve durante algumas semanas.
Outras quintas merecem também uma palavra: Bela Vista, hoje em ruínas; Barroca, que ainda há não muito tempo era muito próspera; Remédios, com o seu solar muito degradado; Aldeia, onde se encontra o bairro da Petrogal; Barca, ocupada por uma fábrica de cortiça. Dos templos cristãos desaparecidos, a ermida dos Anjos é um bom exemplo, pois foi demolida, existindo apenas o lajedo.

Bobadela - A Vila:
Em 4 de Junho de 1997, a Assembleia da Republica elevou a povoação de Bobadela à categoria de Vila, por proposta da Junta de Freguesia. A festa nesse Verão atingiu grande brilhantismo.
Em 25 de Agosto de 1989, correspondendo aos anseios da população e também da Sociedade Civil, Bobadela foi elevada a freguesia, através do Decreto-Lei n.º 68/69, sendo o seu território desmembrado de São João da Talha.
Bobadela é hoje uma grande freguesia do concelho de Loures, com cerca de doze mil habitantes.
A grande explosão populacional desta freguesia deu-se a partir da década de oitenta. Nessa altura, a povoação começava a oferecer as condições necessárias para viver de forma condigna, e a proximidade de Lisboa sempre ia funcionando como um factor de fixação. A criação da paróquia, em 1985, foi a consequência lógica de todo um processo que culminou com a criação da freguesia e, mais recentemente, com a sua elevação a vila.
Turismo:
POTENCIALIDADES TURÍSTICAS DA FREGUESIA

Muito embora a Freguesia de Bobadela seja de criação recente, o facto é que as suas raízes históricas remontam a época pré-histórica.
Estando ligada historicamente a S. João da Talha, de onde se separou. Foi elevada a Vila. - Lei 57/97 de 12 de Julho.
Com cerca de 12 mil habitantes distribuídos por 3,236 Km2,a Bobadela foi elevada a categoria de Freguesia, através do DL n° 68/89 de 25 de Agosto
Com um passado histórico rico e vasto a aposta no Turismo Cultural é, uma realidade, dependendo apenas da vontade de cada um.
Alguns pontos de interesse histórico e turístico, por exemplo o "Lagedo da Antiga Ermida de Nossa Senhora dos Anjos", entretanto demolida com as obras da variante a Estrada Nacional 10, sendo ainda hoje visíveis pedras tumulares muito antigas, algumas datadas do século XVI.

De grande interesse arquitectónico e histórico, mas infelizmente em estado de degradação, o Edifício do Palácio dos "Condes de Mendia" local onde segundo reza a História, terá vivido D. Manuel e respectiva família,opriedade do Instituto Tecnológico e Nuclear, mas que o Executivo da Junta de Freguesia via com bons olhos a sua aquisição por parte do Município.

Para os amantes da natureza aconselho uma visita ao "Pulmão da Bobadela" situado no Bairro da Petrogal, onde poderão apreciar inúmeras espécies vegetais, algumas delas raras e muitas aves.
O arco da antiga Villa Judith datado de 1919, situado na Rua Amílcar Cabral.
Por último e não menos importante, de realçar a componente industrial que caracterizou ao longo dos anos a vida dos Bobadelenses.
A proximidade de Lisboa, e dos rios Tejo e Trancão permitiu a fixação de fábricas, proporcionando muitos postos de trabalho às populações chegadas do interior do Pais. São exemplos desse passado industrial a Fabrica da Cortiça, a Fabrica de Móveis Olaio, a Fabrica de Tecidos Manuel Dinis e a Fabrica de Trefilaria (já demolida).

LOCAIS DA FREGUESIA A VISITAR

São muitos e variados os motivos de interesse que proporcionam uma visita demorada e atenta à Freguesia de Bobadela.
Destacando-se o serviço de restauração, na sua generalidade, de grande qualidade, responsável por muitas das visitas de forasteiros que podem apreciar pratos de bacalhau assado na brasa, o entrecosto grelhado, o cozido à portuguesa e os pratos de peixe, regados com bons vinhos da região demarcada de Bucelas e outros, fazem as delícias de todos.

O Bairro da Petrogal, embora seja propriedade particular, proporciona autênticos momentos de lazer, de desfrute da bela paisagem sobre o Estuário do Tejo e o contacto com a diversa e rica flora existente, sendo algumas das espécies verdadeiramente ex-libris pela sua raridade, a Alameda das Palmeiras, nos majestosos Embondeiros ou nos Dragoeiros existentes.
Gostaria ainda de convidar os amantes da natureza a admirarem os diversos pontos altos da nossa Freguesia, as vistas sob o Estuário do Tejo, sob o sapal e naturalmente sob a rica vida aí existente, sendo de destacar os flamingos e répteis.
Aconselho ainda uma visita à Igreja da Nossa Senhora dos Remédios.
Pese embora o templo seja de construção recente (06 de Abril de 1664) o culto e orago é muito antigo, sendo para alguns especialistas e estudiosos, muito anterior ao praticado em Lamego.
Estas razões são mais do que suficientes para uma visita demorada à Bobadela.

PROJECTOS TURÍSTICOS PARA A FREGUESIA

O Bairro da Petrogal, dispõe de amplas potencialidades turísticas.
A antiga Escola Agrícola, Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, o núcleo antigo e a zona da mata onde existem diversas espécies, algumas raras, são áreas com elevado potencial turístico.

Por outro lado, é bom ter em conta que, com as novas acessibilidades criadas com a Expo/98, a Freguesia de Bobadela encontra-se a três minutos de Moscavide o mesmo é dizer do Parque das Nações, pólo de grande atracção turística) e a oito minutos de Loures, sendo a Ponte Vasco da Gama um elo de ligação entre as populações do Norte e do Sul do País.

ASPIRAÇÕES FUTURAS

Sem duvida que a concretização de uma aspiração antiga do Executivo da Junta de Freguesia, passa pela criação de um Museu Industrial o mais vivo possível, retratando os antigos processos produtivos e as condições de vida dos seus trabalhadores na época.
Pensa-se ser ainda possível a aquisição e recuperação de alguma maquinaria como sejam serras circulares, teares, etc
Nesta perspectiva, o turismo na sua vertente cultural e histórica poderá ter um grande impulso nesta Freguesia.
Neste sentido, o Palácio dos Condes de Mendia, possui condições excepcionais à instalação de um Museu Industrial.
Sendo propriedade particular, depende pois da boa vontade do Município e do seu proprietário à chegada a um acordo que possibilite a sua aquisição, tanto mais que o imóvel em causa possibilitaria ainda instalação de um espaço cultural, uma biblioteca e um auditório, infra-estruturas tão necessárias à Freguesia de Bobadela.
Futuramente será posto em curso a concretização do plano de Urbanização da Plataforma Ribeirinha de Bobadela, projecto elaborado com a colaboração do Executivo da Junta. Trata-se de um plano Municipal de grande alcance onde a vertente turística não foi esquecida, estando projectada uma intervenção nas zonas ribeirinhas degradadas do Trancão e Tejo que se estende até Santa lria de Azóia, e que engloba os reservatórios da Petrogal.


No caso especifico destes últimos, não se vislumbra viabilidade de continuidade conforme decidido em Assembleia de Freguesia, Extraordinária de 24 de Março de 2000.
Nesse sentido, era já publica a posição do Executivo da Junta de Freguesia que apontava para o desmantelamento dos referidos reservatórios, de acordo com as opções do Ministério do Ambiente e da Economia.
Espera-se que, a implementação e execução do Plano de Urbanização proposto para a Zona Ribeirinha seja uma realidade que irá também contribuir fortemente para a qualidade de vida da população da Bobadela.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

MUSEUS VIRTUAIS

Com a utilização das novas tecnologias e o aparecimento da Internet, hoje em dia é mais fácil para quem gosta de apreciar arte e conhecer um pouco da cultura de algum país, fazer uma visita virtual a um museu.
Com um museu virtual pode-se “andar” pelas galerias sem perder tempo em deslocações ou ter gastos com transporte.
Para isso, basta um clic para ter acesso, a alguns museus virtuais.

Museu virtual é um espaço virtual de mediação e de relação do património com seus usuários. É um museu paralelo e complementar, que privilegia a comunicação como forma de envolver e dar a conhecer determinado património. Nesse sentido, os museus virtuais são aqueles que trabalham o património por meio de acções museológicas, mas que não necessariamente têm suas portas abertas ao público em seu espaço físico

O conceito de museu virtual ainda é algo muito novo na museologia.
Ele surgiu a partir da década de 90 do século XX. Antes disso, o uso da Internet estava restrita ao ambiente académico. Foi somente com a proliferação da Internet comercial, a partir de 1994, que os museus começam a apresentar-se de forma virtual.

Fiz uma pequena pesquisa sobre o tema e aqui vos deixo algumas opiniões de especialistas sobre o assunto!

Opinião de alguns especialistas sobre o conceito do museu virtual.

Para Anna Lisa Tota (2000), os museus virtuais online são na sua maioria, aproximações imperfeitas dos museus físicos. Nesse sentido, Pierre Lévy afirma que o que é comummente chamado de museu virtual nada mais é do que um catálogo na Internet.
“Os «museus virtuais», por exemplo, não são muitas vezes senão maus catálogos na Internet, enquanto que o que se «conserva» é a própria noção de museu enquanto «valor» que é posta em causa pelo desenvolvimento de um ciberespaço onde tudo circula com fluidez crescente e onde as distinções entre original e cópia já não têm evidentemente razão de ser.” (LÉVY, 2000: 202)
A questão levantada por Lévy é importante, na medida em que a discussão sobre os museus virtuais ainda é incipiente. Lévy nesta afirmação dá uma pista de como os especialistas poderiam trabalhar a questão dos 9 museus virtuais, discutindo a própria noção de valor e de conservação de património. Nesse sentido, a maioria dos museus virtuais, está mais preocupada em apresentar e justificar a sua faceta virtual através de representações, do que utilizar as potencialidades que a Internet oferece para a interacção com o utilizador.
Mas ainda há pouca discussão teórica sobre os museus virtuais.
Segundo Weiner Schweibenz (1998) o conceito de museu virtual está em
constante construção e é fácil confundirmo-nos com as outras denominações, tais como: museu electrónico, museu digital, museu online, museu hipermídia, meta-museu, museu cibernético, cibermuseu e museu no ciberespaço. Por se tratar de uma temática ainda muito nova na museologia, não há um consenso em relação ao que é considerado museu virtual e o que seria apenas um site de museu. A maioria dos autores que trabalha com a questão aponta para uma definição ligada à virtualização dos objectos e sua apresentação online, sem uma discussão mais profunda sobre os aspectos teóricos deste tipo de abordagem.

Tanto Antonio Battro (1999) quanto Bernard Deloche (2001) trabalham com a concepção de museu virtual, baseados no conceito de museu imaginário defendida por André Malraux. Malraux (2000) propunha a criação de um museu imaginário que serviria para abrigar todas as obras de arte do mundo, devidamente fotografadas. Esse museu, segundo Malraux, seria um espaço da memória viva. Assim, cada pessoa poderia ter o seu próprio museu imaginário. O museu virtual é uma espécie de um museu imaginário porque ao mesmo tempo que trabalha com a reprodução, prioreza o uso da imagem como referência patrimonial. Nesse sentido, “El museo virtual es mucho más que poner fotos en Internet de las reservas, colecciones permanentes y muestras temporarias. Se trata de concebir un museo totalmente nuevo” (BATTRO, 1999). Nesse sentido, o museu virtual não é a reprodução de um museu físico, mas um museu completamente novo, criado para traduzir as acções museológicas no espaço virtual. O museu imaginário proposto por Malraux também é um museu novo, criado por cada um de nós, com as imagens que seleccionamos e reproduzimos dos museus físicos. Nesse sentido, o museu imaginário de Malraux também é um museu virtual, pois cada pessoa poderia ter o seu próprio museu de reproduções.
Bernard Deloche diferencia o museu virtual do cibermuseu. Para ele, o museu virtual é um museu paralelo, aberto às novas sensações. Os sites ou os CD-ROM´s dos museus são, para ele, cibermuseus, pois modificam ou complementam o museu físico. Já o museu virtual é uma nova concepção do mesmo património, apresentada de forma virtual.

A Internet e os Museus

A Internet trouxe para a museologia uma nova perspectiva. Não só porque permitiu potencializar o acesso aos museus de forma mais ampla, mas também por dar oportunidade aos museus de saírem de seus muros. As acções museológicas dos museus, exercidas através da Internet podem ter um alcance muito maior do que aquelas que são exercidas no seu espaço físico, pois elas podem abranger um público muito maior. Os museus que sabem tirar proveito de todas as possibilidades que a Internet oferece, criando seus próprios museus virtuais, conseguem ir além de suas fronteiras. Além disso, a possibilidade de uma interacção maior com o público é a grande vantagem da criação de museus virtuais, sejam eles representações virtuais de museus já existentes ou criados especialmente para a rede mundial de computadores.


Museu Nacional de Arqueologia

Entre no site do museu e faça uma visita virtual!


Fonte: http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/

Museus e centros de ciência virtuais
Alemanha
Deustche Museum
http://www.deutsches-museum.de/
Austrália
Questacon - The National Science & Technology Centre Canberra
http://www.questacon.edu.au/
Brasil
Estaçao Ciência - Universidade de Sao Paulo
Sao Paulo
http://www.eciencia.usp.br/
Canadá
Ontario Science Centre
http://www.ontariosciencecentre.ca/
Chile
Museo Interactivo Mirador
http://www.mim.cl/%20
Colômbia
Maloka
Bogotá
http://www.maloka.org/
Dinamarca
Experimentarium
http://www.experimentarium.dk/
Espanha
Museos Científicos Coruñeses
http://www.casaciencias.org/
Parque de las Ciencias
http://www.parqueciencias.com/
Museo Miramon - Kutxa Espacio de la Ciencia
http://www.miramon.org/
Museo Nacional de Ciencias Naturales (CSIC)
http://www.mncn.csic.es/
Estados Unidos
Exploratorium - The museum of art, perception and human perception
http://www.exploratorium.com/
The Franklin Institute
http://sln.fi.edu/
Museum of Science
http://www.mos.org/
Science Museum of Minnesota
http://www.smm.org/
Oregon Science and Industry Museum
http://www.omsi.edu/
National Museum of Natural History
http://www.mnh.si.edu/
National Air and Space Museum
http://www.nasm.si.edu/
Finlândia
Heureka
http://www.heureka.fi/
França
Cité des Sciences et de l'Industrie (La Villete)
http://www.cite-sciences.fr/
Itália
Museo Nazionale de la Ciencia y de la Tecnica Leonardo da Vinci
http://www.museoscienza.org/
Science Centre - Immaginario Scientificohttp://www.immaginarioscientifico.it/
Instituto e Museo di Storia della Scienza
http://www.imss.firenze.it/
Holanda
New Metropolis Science Centre Association
http://www.e-nemo.nl/
México
Centro de Ciencias Explora
http://www.explora.edu.mx/
Reino Unido
The National Museum of Science and Industry - Science Museum
http://www.sciencemuseum.org.uk/
Techniquest
http://www.tquest.org.uk/
Glasgow Science Center
http://www.gsc.org.uk/
Arte digital

Arte digital ou Arte de computador é aquela produzida em ambiente gráfico computacional. Utiliza-se de processos digitais e virtuais. Inclui experiências com net arte, web arte, vídeo-arte, etc. Tem o objectivo de dar vida virtual as coisas e mostrar que a arte não é feita só a mão. Existem diversas categorias de arte digital tais como pintura digital, gravura digital, programas de modelação 3D, edição de fotografias e imagens, animação, entre outros. Os resultados podem ser apreciados em impressões em papéis especiais ou no próprio ambiente gráfico computacional. Vários artistas usam estas técnicas. Ao contrário dos meios tradicionais, o trabalho é produzido por meios digitais. A apreciação da obra de arte pode ser feita nos ambientes digitais ou em mídias tradicionais. Existem diversas comunidades virtuais voltadas à divulgação da Arte Digital, entre elas, Deviantart e CGsociety.

ARTE DIGITAL E CIBERNÉTICA

História

O nascimento da arte digital (então chamada arte por computador) ocorreu na exposição londrina Cybernetic serendipity (1968). A produção desses anos inspirar-se-ia bastante na abstracção geométrica. O aparecimento da imagem animada e de terceira dimensão (3D), no começo dos anos 1980, trouxe o cinema de animação e dos efeitos especiais e a vantagem suplementar sobre as duas dimensões – o volume. Construíam-se objectos por síntese, a partir de cálculos, com base em objectos reais, com realce para o filme de Steven Spielberg, Parque Jurássico (1993).
Já nos anos 1990, assistiu-se ao desenvolvimento acelerado da interactividade com a realidade virtual e os seus derivados, o multimédia e as redes digitais de comunicação, em que as trocas de informação entre o homem e o computador se fazem em tempo real e transitam nos dois sentidos. As imagens digitais apresentam, assim, duas características comuns: os cálculos automáticos feitos em computador e a interactividade entre quem os cria e quem é destinatário. Relação entre arte e ciência. São relações muito antigas, que remontam à pré-história ou ao Renascimento, para não sermos mais exigentes. Depois, na segunda metade do séc. XX, multiplicaram-se as referências à ciência: as matemáticas e a lógica inspiraram os minimalistas (métodos seriais e combinatórios), a óptica e a psicologia da percepção serviram de apoio à op art e à arte cinética, e a linguística estruturalista alimentou a arte conceptual.
No dobrar dos anos 1960, uma nova ciência impressionou os artistas – a cibernética, definida pela fórmula de Norbert Wiener como a ciência do controlo e da comunicação no animal e na máquina. Abraham Moles fundou a sua estética sobre a teoria da informação e Umberto Eco prolongava as suas teses ao desenvolver a teoria da obra aberta. Mais perto de nós, os temas do híbrido, do genético, do informacional e do artificial estão no centro de muitos dos trabalhos da arte digital.
Cibernética. Parece haver um regresso aos objectivos iniciais da cibernética – simular comportamentos e percepções, tipo de inteligência próxima do homem. Há uma evolução da interactividade: o computador produz objectos virtuais que não se comportam como simples coisas mas como seres artificiais dotados de alguma sensibilidade. A interactividade segue a evolução da cibernética.
Enquanto a primeira cibernética se interrogava sobre as noções de controlo e de comunicação (no animal e na máquina) e da informação, a segunda cibernética interroga-se sobre as noções de auto-organização, estruturas emergentes, redes, adaptação e evolução. Enquanto a primeira interactividade se interessava pelas relações entre computador e homem sobre o modelo estímulo-resposta ou acção-reacção, a segunda interactividade debruça-se sobre a acção conduzida pela percepção, corporização e processos sensoriais e motores. Se a interactividade no modo estímulo-resposta assentava sobre as relações tradicionais de autor, obra e espectador, a introdução de uma lógica de autonomia tornou estas relações mais complexas e profundas.

3D e arte digital





André Kutscherauer

Perito em 3D.




Visite o site e observe o trabalho deste artista!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CONSELHOS PARA DIMINUIR O CANSAÇO VISUAL PROVOCADO PELO PC

Cansaço visual, fadiga, dores de cabeça e olhos vermelhos e irritados são os principais sintomas resultantes do uso intensivo do computador. É necessário antes de mais, perceber atempadamente esses sinais e agir em conformidade, para evitá-los o quanto antes. Para quem já faça uma utilização contínua e prolongada do computador, é provável que até já tenha sentido alguns destes sintomas sem, todavia, dar-lhes a devida importância e atenção. Mas o primeiro passo a tomar para evitar o cansaço visual provocado pelo computador é ter a capacidade necessária para identificar, de imediato, os factores negativos e tentar reagir prontamente em conformidade.

Faça pequenos intervalos de descanso, de hora a hora
Se passa muitas horas seguidas ao computador, opte por fazer intervalos de 10 minutos, dehora a hora.

Mantenha o monitor afastado 50 a 70 cm dos seus olhos

É imprescindível que o monitor do PC não fique muito afastado nem muito perto dos seus olhos, para não causar problemas nem danificar a sua vista.

Coloque o monitor à altura ou ligeiramente a baixo dos olhos

Deve colocar o monitor à altura dos seus olhos ou ligeiramente a baixo, de forma a permitir um enquadramento harmonioso e adequado entre ele e a sua vista.

Tente usar o computador sempre em locais com boa iluminação

Quanto maior for o esforço que os olhos tiverem de fazer para verem o monitor, mais cansados eles ficam. Por isso, convém usar o computador sempre em locais com boa iluminação.
Caso o local de trabalho seja próximo a uma janela por onde entre muito sol, é conveniente ajustar cortinas ou persianas para que as luzes não interfiram diretamente no monitor.
Ao fazê-lo estará a zelar pela sua própria saúde.
Configure o brilho e o contraste do monitor à sua medida
Evite trabalhar com fontes pouco legíveis
Quanto menos legível for o que aparece no ecrã, mais trabalho, têm os olhos a descodificar esse conteúdo.
Evite, por isso, trabalhar com tipos de letras pouco legíveis, para não exigir demasiado dos seus olhos. Aumente a área de visualização do monitor para uma percentagem maior, de modo a minimizar o impacto e o esforço visual exigido para lidar com esses tipos de letra.

Efectue exames periódicos à vista, para verificar se está tudo bem

Quem passa muitas horas a trabalhar no computador deve efectuar ciclicamente exames à vista, para verificar se está tudo bem ou se será necessário, devido ao desgaste acumulado, começar a usar óculos ou aumentar as lentes (caso já use óculos). Deve fazer uma visita ao oftalmologista, para efectuar um diagnóstico preciso sobre os efeitos que a exposição prolongada e intensiva perante o monitor possa originar.

Com a evolução das novas tecnologias, hoje em dia, passamos longas horas em frente ao PC, esquecendo-nos um pouco que daí poderá advir consequências prejudiciais para os nossos olhos.
Por isso escolhi escrever sobre o assunto, dando algumas dicas que nos podem ajudar.