Com a utilização das novas tecnologias e o aparecimento da Internet, hoje em dia é mais fácil para quem gosta de apreciar arte e conhecer um pouco da cultura de algum país, fazer uma visita virtual a um museu.
Com um museu virtual pode-se “andar” pelas galerias sem perder tempo em deslocações ou ter gastos com transporte.
Para isso, basta um clic para ter acesso, a alguns museus virtuais.
Museu virtual é um espaço virtual de mediação e de relação do património com seus usuários. É um museu paralelo e complementar, que privilegia a comunicação como forma de envolver e dar a conhecer determinado património. Nesse sentido, os museus virtuais são aqueles que trabalham o património por meio de acções museológicas, mas que não necessariamente têm suas portas abertas ao público em seu espaço físico
O conceito de museu virtual ainda é algo muito novo na museologia.
Ele surgiu a partir da década de 90 do século XX. Antes disso, o uso da Internet estava restrita ao ambiente académico. Foi somente com a proliferação da Internet comercial, a partir de 1994, que os museus começam a apresentar-se de forma virtual.
Fiz uma pequena pesquisa sobre o tema e aqui vos deixo algumas opiniões de especialistas sobre o assunto!
Opinião de alguns especialistas sobre o conceito do museu virtual.
Para Anna Lisa Tota (2000), os museus virtuais online são na sua maioria, aproximações imperfeitas dos museus físicos. Nesse sentido, Pierre Lévy afirma que o que é comummente chamado de museu virtual nada mais é do que um catálogo na Internet.
“Os «museus virtuais», por exemplo, não são muitas vezes senão maus catálogos na Internet, enquanto que o que se «conserva» é a própria noção de museu enquanto «valor» que é posta em causa pelo desenvolvimento de um ciberespaço onde tudo circula com fluidez crescente e onde as distinções entre original e cópia já não têm evidentemente razão de ser.” (LÉVY, 2000: 202)
A questão levantada por Lévy é importante, na medida em que a discussão sobre os museus virtuais ainda é incipiente. Lévy nesta afirmação dá uma pista de como os especialistas poderiam trabalhar a questão dos 9 museus virtuais, discutindo a própria noção de valor e de conservação de património. Nesse sentido, a maioria dos museus virtuais, está mais preocupada em apresentar e justificar a sua faceta virtual através de representações, do que utilizar as potencialidades que a Internet oferece para a interacção com o utilizador.
Mas ainda há pouca discussão teórica sobre os museus virtuais.
Segundo Weiner Schweibenz (1998) o conceito de museu virtual está em
constante construção e é fácil confundirmo-nos com as outras denominações, tais como: museu electrónico, museu digital, museu online, museu hipermídia, meta-museu, museu cibernético, cibermuseu e museu no ciberespaço. Por se tratar de uma temática ainda muito nova na museologia, não há um consenso em relação ao que é considerado museu virtual e o que seria apenas um site de museu. A maioria dos autores que trabalha com a questão aponta para uma definição ligada à virtualização dos objectos e sua apresentação online, sem uma discussão mais profunda sobre os aspectos teóricos deste tipo de abordagem.
Tanto Antonio Battro (1999) quanto Bernard Deloche (2001) trabalham com a concepção de museu virtual, baseados no conceito de museu imaginário defendida por André Malraux. Malraux (2000) propunha a criação de um museu imaginário que serviria para abrigar todas as obras de arte do mundo, devidamente fotografadas. Esse museu, segundo Malraux, seria um espaço da memória viva. Assim, cada pessoa poderia ter o seu próprio museu imaginário. O museu virtual é uma espécie de um museu imaginário porque ao mesmo tempo que trabalha com a reprodução, prioreza o uso da imagem como referência patrimonial. Nesse sentido, “El museo virtual es mucho más que poner fotos en Internet de las reservas, colecciones permanentes y muestras temporarias. Se trata de concebir un museo totalmente nuevo” (BATTRO, 1999). Nesse sentido, o museu virtual não é a reprodução de um museu físico, mas um museu completamente novo, criado para traduzir as acções museológicas no espaço virtual. O museu imaginário proposto por Malraux também é um museu novo, criado por cada um de nós, com as imagens que seleccionamos e reproduzimos dos museus físicos. Nesse sentido, o museu imaginário de Malraux também é um museu virtual, pois cada pessoa poderia ter o seu próprio museu de reproduções.
Bernard Deloche diferencia o museu virtual do cibermuseu. Para ele, o museu virtual é um museu paralelo, aberto às novas sensações. Os sites ou os CD-ROM´s dos museus são, para ele, cibermuseus, pois modificam ou complementam o museu físico. Já o museu virtual é uma nova concepção do mesmo património, apresentada de forma virtual.
A Internet e os Museus
A Internet trouxe para a museologia uma nova perspectiva. Não só porque permitiu potencializar o acesso aos museus de forma mais ampla, mas também por dar oportunidade aos museus de saírem de seus muros. As acções museológicas dos museus, exercidas através da Internet podem ter um alcance muito maior do que aquelas que são exercidas no seu espaço físico, pois elas podem abranger um público muito maior. Os museus que sabem tirar proveito de todas as possibilidades que a Internet oferece, criando seus próprios museus virtuais, conseguem ir além de suas fronteiras. Além disso, a possibilidade de uma interacção maior com o público é a grande vantagem da criação de museus virtuais, sejam eles representações virtuais de museus já existentes ou criados especialmente para a rede mundial de computadores.
Museu Nacional de Arqueologia
Entre no site do museu e faça uma visita virtual!
Fonte: http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/
Com um museu virtual pode-se “andar” pelas galerias sem perder tempo em deslocações ou ter gastos com transporte.
Para isso, basta um clic para ter acesso, a alguns museus virtuais.
Museu virtual é um espaço virtual de mediação e de relação do património com seus usuários. É um museu paralelo e complementar, que privilegia a comunicação como forma de envolver e dar a conhecer determinado património. Nesse sentido, os museus virtuais são aqueles que trabalham o património por meio de acções museológicas, mas que não necessariamente têm suas portas abertas ao público em seu espaço físico
O conceito de museu virtual ainda é algo muito novo na museologia.
Ele surgiu a partir da década de 90 do século XX. Antes disso, o uso da Internet estava restrita ao ambiente académico. Foi somente com a proliferação da Internet comercial, a partir de 1994, que os museus começam a apresentar-se de forma virtual.
Fiz uma pequena pesquisa sobre o tema e aqui vos deixo algumas opiniões de especialistas sobre o assunto!
Opinião de alguns especialistas sobre o conceito do museu virtual.
Para Anna Lisa Tota (2000), os museus virtuais online são na sua maioria, aproximações imperfeitas dos museus físicos. Nesse sentido, Pierre Lévy afirma que o que é comummente chamado de museu virtual nada mais é do que um catálogo na Internet.
“Os «museus virtuais», por exemplo, não são muitas vezes senão maus catálogos na Internet, enquanto que o que se «conserva» é a própria noção de museu enquanto «valor» que é posta em causa pelo desenvolvimento de um ciberespaço onde tudo circula com fluidez crescente e onde as distinções entre original e cópia já não têm evidentemente razão de ser.” (LÉVY, 2000: 202)
A questão levantada por Lévy é importante, na medida em que a discussão sobre os museus virtuais ainda é incipiente. Lévy nesta afirmação dá uma pista de como os especialistas poderiam trabalhar a questão dos 9 museus virtuais, discutindo a própria noção de valor e de conservação de património. Nesse sentido, a maioria dos museus virtuais, está mais preocupada em apresentar e justificar a sua faceta virtual através de representações, do que utilizar as potencialidades que a Internet oferece para a interacção com o utilizador.
Mas ainda há pouca discussão teórica sobre os museus virtuais.
Segundo Weiner Schweibenz (1998) o conceito de museu virtual está em
constante construção e é fácil confundirmo-nos com as outras denominações, tais como: museu electrónico, museu digital, museu online, museu hipermídia, meta-museu, museu cibernético, cibermuseu e museu no ciberespaço. Por se tratar de uma temática ainda muito nova na museologia, não há um consenso em relação ao que é considerado museu virtual e o que seria apenas um site de museu. A maioria dos autores que trabalha com a questão aponta para uma definição ligada à virtualização dos objectos e sua apresentação online, sem uma discussão mais profunda sobre os aspectos teóricos deste tipo de abordagem.
Tanto Antonio Battro (1999) quanto Bernard Deloche (2001) trabalham com a concepção de museu virtual, baseados no conceito de museu imaginário defendida por André Malraux. Malraux (2000) propunha a criação de um museu imaginário que serviria para abrigar todas as obras de arte do mundo, devidamente fotografadas. Esse museu, segundo Malraux, seria um espaço da memória viva. Assim, cada pessoa poderia ter o seu próprio museu imaginário. O museu virtual é uma espécie de um museu imaginário porque ao mesmo tempo que trabalha com a reprodução, prioreza o uso da imagem como referência patrimonial. Nesse sentido, “El museo virtual es mucho más que poner fotos en Internet de las reservas, colecciones permanentes y muestras temporarias. Se trata de concebir un museo totalmente nuevo” (BATTRO, 1999). Nesse sentido, o museu virtual não é a reprodução de um museu físico, mas um museu completamente novo, criado para traduzir as acções museológicas no espaço virtual. O museu imaginário proposto por Malraux também é um museu novo, criado por cada um de nós, com as imagens que seleccionamos e reproduzimos dos museus físicos. Nesse sentido, o museu imaginário de Malraux também é um museu virtual, pois cada pessoa poderia ter o seu próprio museu de reproduções.
Bernard Deloche diferencia o museu virtual do cibermuseu. Para ele, o museu virtual é um museu paralelo, aberto às novas sensações. Os sites ou os CD-ROM´s dos museus são, para ele, cibermuseus, pois modificam ou complementam o museu físico. Já o museu virtual é uma nova concepção do mesmo património, apresentada de forma virtual.
A Internet e os Museus
A Internet trouxe para a museologia uma nova perspectiva. Não só porque permitiu potencializar o acesso aos museus de forma mais ampla, mas também por dar oportunidade aos museus de saírem de seus muros. As acções museológicas dos museus, exercidas através da Internet podem ter um alcance muito maior do que aquelas que são exercidas no seu espaço físico, pois elas podem abranger um público muito maior. Os museus que sabem tirar proveito de todas as possibilidades que a Internet oferece, criando seus próprios museus virtuais, conseguem ir além de suas fronteiras. Além disso, a possibilidade de uma interacção maior com o público é a grande vantagem da criação de museus virtuais, sejam eles representações virtuais de museus já existentes ou criados especialmente para a rede mundial de computadores.
Museu Nacional de ArqueologiaEntre no site do museu e faça uma visita virtual!
Fonte: http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/
Museus e centros de ciência virtuais
Portugal
Museu Calouste Gulbenkian
http://www.esmolelos.net/Principal/ArcaLinks/Hits.ASP?URL=http%3A%2F%2Fmuseu%2Egulbenkian%2Ept%2Fmainb%2Easp%3Fsize%3Dsup%26lang%3Dpt%26CodArcaLinks%3D33
Museu Calouste Gulbenkian
http://www.esmolelos.net/Principal/ArcaLinks/Hits.ASP?URL=http%3A%2F%2Fmuseu%2Egulbenkian%2Ept%2Fmainb%2Easp%3Fsize%3Dsup%26lang%3Dpt%26CodArcaLinks%3D33
Alemanha
Deustche Museum
http://www.deutsches-museum.de/
Austrália
Questacon - The National Science & Technology Centre Canberra
http://www.questacon.edu.au/
Brasil
Estaçao Ciência - Universidade de Sao Paulo
Sao Paulo
http://www.eciencia.usp.br/
Canadá
Ontario Science Centre
http://www.ontariosciencecentre.ca/
Chile
Museo Interactivo Mirador
http://www.mim.cl/%20
Colômbia
Maloka
Bogotá
http://www.maloka.org/
Dinamarca
Experimentarium
http://www.experimentarium.dk/
Espanha
Museos Científicos Coruñeses
http://www.casaciencias.org/
Parque de las Ciencias
http://www.parqueciencias.com/
Museo Miramon - Kutxa Espacio de la Ciencia
http://www.miramon.org/
Museo Nacional de Ciencias Naturales (CSIC)
http://www.mncn.csic.es/
Estados Unidos
Exploratorium - The museum of art, perception and human perception
http://www.exploratorium.com/
The Franklin Institute
http://sln.fi.edu/
Museum of Science
http://www.mos.org/
Science Museum of Minnesota
http://www.smm.org/
Oregon Science and Industry Museum
http://www.omsi.edu/
National Museum of Natural History
http://www.mnh.si.edu/
National Air and Space Museum
http://www.nasm.si.edu/
Finlândia
Heureka
http://www.heureka.fi/
França
Cité des Sciences et de l'Industrie (La Villete)
http://www.cite-sciences.fr/
Itália
Museo Nazionale de la Ciencia y de la Tecnica Leonardo da Vinci
http://www.museoscienza.org/
Science Centre - Immaginario Scientificohttp://www.immaginarioscientifico.it/
Instituto e Museo di Storia della Scienza
http://www.imss.firenze.it/
Holanda
New Metropolis Science Centre Association
http://www.e-nemo.nl/
México
Centro de Ciencias Explora
http://www.explora.edu.mx/
Reino Unido
The National Museum of Science and Industry - Science Museum
http://www.sciencemuseum.org.uk/
Techniquest
http://www.tquest.org.uk/
Glasgow Science Center
http://www.gsc.org.uk/
Deustche Museum
http://www.deutsches-museum.de/
Austrália
Questacon - The National Science & Technology Centre Canberra
http://www.questacon.edu.au/
Brasil
Estaçao Ciência - Universidade de Sao Paulo
Sao Paulo
http://www.eciencia.usp.br/
Canadá
Ontario Science Centre
http://www.ontariosciencecentre.ca/
Chile
Museo Interactivo Mirador
http://www.mim.cl/%20
Colômbia
Maloka
Bogotá
http://www.maloka.org/
Dinamarca
Experimentarium
http://www.experimentarium.dk/
Espanha
Museos Científicos Coruñeses
http://www.casaciencias.org/
Parque de las Ciencias
http://www.parqueciencias.com/
Museo Miramon - Kutxa Espacio de la Ciencia
http://www.miramon.org/
Museo Nacional de Ciencias Naturales (CSIC)
http://www.mncn.csic.es/
Estados Unidos
Exploratorium - The museum of art, perception and human perception
http://www.exploratorium.com/
The Franklin Institute
http://sln.fi.edu/
Museum of Science
http://www.mos.org/
Science Museum of Minnesota
http://www.smm.org/
Oregon Science and Industry Museum
http://www.omsi.edu/
National Museum of Natural History
http://www.mnh.si.edu/
National Air and Space Museum
http://www.nasm.si.edu/
Finlândia
Heureka
http://www.heureka.fi/
França
Cité des Sciences et de l'Industrie (La Villete)
http://www.cite-sciences.fr/
Itália
Museo Nazionale de la Ciencia y de la Tecnica Leonardo da Vinci
http://www.museoscienza.org/
Science Centre - Immaginario Scientificohttp://www.immaginarioscientifico.it/
Instituto e Museo di Storia della Scienza
http://www.imss.firenze.it/
Holanda
New Metropolis Science Centre Association
http://www.e-nemo.nl/
México
Centro de Ciencias Explora
http://www.explora.edu.mx/
Reino Unido
The National Museum of Science and Industry - Science Museum
http://www.sciencemuseum.org.uk/
Techniquest
http://www.tquest.org.uk/
Glasgow Science Center
http://www.gsc.org.uk/

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